‘Rei dos Ônibus’ do Rio admite pagamento de propina a Picciani

    Pela primeira vez, Jacob Barata Filho reconheceu a existência dos que os procuradores da Lava Jato batizaram de "Caixinha da Fetranspor"

    Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    Réu na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato, o empresário Jacob Barata Filho, conhecido como “Rei dos Ônibus” do Rio de Janeiro, admitiu nesta sexta-feira (24), em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, o pagamento de propina a políticos do estado por aproximadamente 20 anos, segundo informações do G1.

    Entre os beneficiários das vantagens indevidas, está o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, que teria recebido propina por cinco anos, conforme o empresário.

    Pela primeira vez, Barata Filho reconheceu a existência dos que os procuradores da Lava Jato batizaram de “Caixinha da Fetranspor”.

    “Havia um acordo de pagamento para o deputado Jorge Picciani. O objetivo exatamente, a forma de pagamento, eu não sei precisar. Mas realmente o Jorge Picciani, como presidente da Alerj, teria que ter essa contribuição porque os projetos todos passam pela Assembleia”, declarou o “Rei dos Ônibus”.