Relator defende usar depoimento da Odebrecht na ação contra Dilma-Temer

    Empresários da empreiteira baiana afirmam que campanha foi abastecida com propina; ministros do TSE terão que avaliar decisão de Herman Benjamin

    Rio de Janeiro - O Ministro do Superior Tribunal de Justiça Herman Benjamin durante o 1º Congresso Mundial de Direito Ambiental, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Relator da ação que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin defendeu, nesta quarta-feira (7), manter os relatos de executivos da Odebrecht no processo.

    Os empresários contaram que a campanha foi abastecida com dinheiro não declarado (caixa 2) repassado como propina por contratos fechados pela empreiteira com a Petrobras.

    A decisão sobre a manutenção ou retirada dessas provas dependerá, no entanto, dos votos dos outros seis ministros da Corte: Napoleão Nunes Maia Filho, Admar Gonzaga, Tarcísio Neto, Luiz Fux, Rosa Weber e Gilmar Mendes. São necessários quatro votos a favor.