Relatório mostra que governo Bolsonaro desidratou ao menos 9 políticas de combate ao racismo

    De 2012 para 2019, secretaria que havia executado R$ 6,5 milhões em políticas públicas reduziu montante para R$ 837,7 mil

    Foto: Isac Nóbrega/Presidência da República

    O governo Bolsonaro descontinuou, deixou de implementar ou desidratou ao menos nove políticas públicas ou instâncias de deliberação que visavam a garantia dos direitos da população negra e para o combate ao racismo no Brasil.

    É o que aponta um relatório elaborado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. No ano passado, o governo federal descontinuou o Juventude Viva, principal programa de prevenção e combate ao homicídio de jovens, e deixou de implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra.

    Cenário totalmente oposto ao registrado em 2012, quando a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial executou cerca de R$ 6,5 milhões em políticas. Em 2019, esse valor foi reduzido para R$ 837,7 mil.

    Atualmente a secretaria justifica que a extinção do Comitê de Articulação e Monitoramento do Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), inviabilizou suas ações. Também foram reduzidos os repasses à Fundação Cultural Palmares, chefiada por Sérgio Camargo.

    Até setembro deste ano, menos de 50% dos recursos disponíveis para 2020 haviam sido empenhados, segundo a própria fundação. As informações são da coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.