Renan deixa liderança do PMDB no Senado: ‘Não nasci para ser marionete’

    Calheiros justificou a saída do posto e criticou o presidente Michel Temer, que, segundo ele, não tem "credibilidade para administrar as reformas propostas ao Congresso"

    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

    O senador Renan Calheiros confirmou a saída do posto de liderança do PMDB no Senado, nesta quarta-feira (28), e utilizou como justificativa para a renúncia o fato de que não “nasceu” para “marionete”.

    O peemedebista afirmou, em discurso no Plenário, que, se permanecesse na função, teria que ceder às exigências de um governo que trata a agremiação da qual faz parte como um “departamento” do Poder Executivo.

    Calheiros aproveitou para criticar o correligionário, o presidente Michel Temer, que, segundo ele, não tem “credibilidade para administras as reformas propostas ao Congresso Nacional”. “[O governo de Temer] é um governo de improvisação e não se sabe para onde isso está levando o Brasil”, continuou.

    O ex-líder da sigla declarou-se, ainda, a favor das reformas trabalhista e previdenciária, mas de modo que não revoguem os direitos dos brasileiros. “Não podemos cruzar os nossos braços. Fazendo de conta que o Congresso não pode mudar uma proposta da Câmara”, pontuou.

    Na onda de Calheiros, o senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu que a Casa faz com que as pessoas se sintam em uma “república de bananas”.