Requerimento apresentado por deputado por auditoria na Codevasf é aprovado na Câmara

    Para Jorge Solla (PT), a diretoria da Codevasf segue atuando segue "nenhum critério técnico" e "adotar contratos ‘guarda-chuva’"

    Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

    O requerimento encaminhado pelo deputado federal Jorge Solla (PT) para a abertura de uma auditoria no Tribunal de Contas da União (TCU) nos contratos da Codevasf com a empreiteira Engefort foi aprovado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados.

    A empreiteira é suspeita de ser a principal beneficiária de um esquema bilionário iniciado no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que levou o TCU a levantar indícios da ação de um cartel de empresas de pavimentação em fraudes a licitações da estatal federal.

    Para Solla, a diretoria da Codevasf segue atuando segue “nenhum critério técnico”, sendo um dos motivos para que o seu pedido fosse encaminhado a CFFC do Congresso.

    “Apesar das recomendações contrárias do TCU, a diretoria da Codevasf, que foi nomeada ainda no governo Bolsonaro, continua a adotar contratos ‘guarda-chuva’, que são aqueles realizados para abrigar emendas parlamentares sem nenhum critério técnico”, aponta o parlamentar.

    Um levantamento realizado pelo TCU apontou que, somente em 2021, a Engefort foi a segunda construtora em volumes totais empenhados pelo governo Bolsonaro, com R$ 620 milhões do Orçamento, atrás apenas da LCM Construção, que acumulou R$ 843 milhões em verbas reservadas.

    “A cada dia que passa, surge um fato novo negativo sobre a Codevasf, que precisa ser investigado”, observa o deputado. “O mais recente aponta que uma contratada da estatal seria fonte de recursos para pagar contas pessoais da ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro”, pontua.