Ricardo Almeida aponta crise do transporte público como principal tema da CMS em 2022

    Vereador também defendeu o não uso do nome social no cartão do SUS por menores de idade

    Foto: Adriano Villela/bahia.ba

    Durante a abertura dos trabalhos de 2022 da Câmara Municipal de Salvador (CMS) nesta quarta-feira (2), o vereador Ricardo Almeida (PSC) apontou a crise do transporte público como um dos assuntos que poderão ser preponderantes durante o ano na Casa e defendeu o não uso do nome social no cartão do SUS por menores de idade. Segundo ele, o tema deve ser debatido pela Câmara dos Deputados para, caso aprovado, torne-se lei.

    “Nós temos pautas fundamentais para a cidade, como a questão do transporte público, que está quebrado e enfrentando dificuldades financeiras em todas as empresas. É uma pauta que certamente vai assumir protagonismo na Casa, assim como a pauta do desenvolvimento econômico, que como consequência do coronavírus veio o desemprego, a queda de renda e de receitas para o município…a questão da CSN, por exemplo, está sendo tratada com o Ministério Público do Trabalho (MPT). Inclusive, acho que o que a prefeitura pode fazer ela fez e demonstrou boa vontade com o tema, assumindo através de REDA parte dos funcionários que seriam dispensados”, disse Ricardo, explicando o papel que a CMS deve assumir em relação ao transporte público da cidade.

    “O sistema de transporte está passando por um momento muito difícil financeiramente. Nós compreendemos isso e sabemos da sua importância. São empresas privadas, mas que trabalham sob concessão pública. Temos de ter esse olhar sobre esse problema e entender que o nosso papel principal noa é a defesa de empresário, de A ou de B. A CMS vai apreciar o que o Executivo vai trazer de solução. Nós não podemos arbitrar sobre nenhum tema que onere ou desonere o Executivo. Somos muito dependentes do que o Executivo pretende fazer. E aí vamos assumir o protagonismo quando eles enviarem o projeto para que possamos ajudar, sugerir, emendar e participar da construção dele”, explicou.

    Sobre o não uso do nome social no cartão do SUS por menores, o vereador do PSC defendeu seu ponto de vista e apontou o que acredita ser o certo.

    “Eu acredito que pode ser usado, mas não é a Câmara Municipal que tem que arbitrar sobre esse tema, é a Câmara Federal que tem que tornar lei nacional. Imagine se cada município decidir se aceita ou não aceita, faz ou não faz. Essa é a questão, que não é de costume ou ideológica, é uma questão legal. Hoje não se aplica essa confecção do catão do SUS para menor de idade com nome social”, disse.