Roma critica PT após PEC da Segurança avançar sem reduzir maioridade

    O dirigente do PL também cobrou que o Congresso avance na discussão

    Coletiva de João Roma após eleições 2026 (Foto: André Souza)

    O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, criticou o PT após o Senado aprovar a PEC da Segurança Pública sem incluir a redução da maioridade penal. Defensor da mudança, ele acusou o partido de adiar uma discussão que considera necessária para o combate à criminalidade.

    “Mais uma vez, o PT vira as costas para uma demanda da população brasileira. A redução da maioridade penal é uma medida que defendo e considero fundamental para enfrentarmos a criminalidade, combatermos a sensação de impunidade e protegermos nossos jovens do aliciamento do crime organizado”, declarou.

    Roma cobra avanço da discussão no Congresso

    A proposta foi aprovada na terça-feira (3), mas as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram separadas para análise em outro momento. Roma usou o resultado da votação para questionar a atuação do PT no debate sobre segurança pública.

    “O que vimos foi mais uma demonstração de que, para o PT, a segurança pública ganha prioridade no discurso quando há uma eleição pela frente. Na hora de enfrentar temas difíceis e tomar decisões concretas, prevalecem as conveniências políticas”, afirmou.

    O dirigente do PL também cobrou que o Congresso avance na discussão e disse que o tema não deve ser adiado novamente.

    “A segurança pública não pode ser tratada como instrumento de marketing eleitoral. É uma questão de Estado, que exige coragem, responsabilidade e compromisso com a vida dos brasileiros. A redução da maioridade penal continuará em discussão no Congresso, e espero que o tema não seja novamente empurrado para depois. A população quer segurança, não promessas que acabam junto com a eleição”, concluiu.