Ronaldo ainda anda em mão dupla: unir a oposição e tocar o barco de candidato

    "Estamos conversando"

    Frase da vez

    “Mas não se esqueça: assim como não se deve misturar bebidas, misturar pessoas também pode dar ressaca”

    Martha Medeiros, jornalista e poetisa brasileira (1961).

    Foto: Ney Silva/Acorda Cidade
    Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

     

    Zé Ronaldo vai para as urnas de 2018 carregando um trunfo e um desafio todo particular. O trunfo: já foi prefeito quatro vezes e nunca esteve envolvido em falcatruas, é ficha limpa. O desafio: vencer uma disputa presidencial ou de governador em Feira de Santana.

    De governador, só venceu em 2002, quando Paulo Souto ganhou de Jaques Wagner. Em 2006, apoiando Souto, o governador, contra o mesmo Jaques Wagner, perdeu. E daí para frente aconteceu um fenômeno singular: para prefeito, com ele ou um aliado (Tarcízio Pimenta), ganhou todas. E para governador e presidente, perdeu todas.

    — Temos esse tabu para quebrar também.

    Lançado candidato no início do mês, Ronaldo ainda divide o foco das atividades em dois flancos, o de unir a oposição principalmente o tucano João Gualberto, e o concentrar os ataques no adversário principal, Rui Costa.

    Sobre a união, é lacônico:

    — Estamos conversando.

    Sobre Rui, já se estica mais, criticando por exemplo as Policlínicas, a jóia da coroa governamental na área de saúde:

    — A ideia é que os municípios organizados regionalmente contem com especialistas de várias áreas. Só há um problema: uma vez feito o diagnóstico, se o caso for cirúrgico, essa pessoa vai ser operada onde?

    Neto diz que a ressaca da desistência dele já passou, mas não é bem assim. Até Ronaldo centrar num discurso ainda vai ter que tirar o atraso.