Rosemberg defende reestruturação do Planserv e vê melhor equilíbrio ao plano
Líder do governo diz que texto aprovado é resultado de “quase um ano de debate”

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Rosemberg Pinto (PT), afirmou nesta terça-feira (9) que a aprovação do Projeto de Lei 26.067/2025 que reorganiza o sistema de assistência à saúde dos servidores estaduais, o Planserv, representa “um avanço estrutural” para o plano e para a ampliação do atendimento no estado.
O petista também rebateu críticas da oposição sobre pedidos de empréstimos do governo Jerônimo Rodrigues (PT) e comentou a expectativa pela sabatina de Otto Filho (PSD) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Atendimentos ampliados
Rosemberg destacou que o texto aprovado é resultado de “quase um ano de debate” entre beneficiários, associações, Executivo e parlamentares. Segundo ele, o redesenho do plano diminui a participação financeira de cerca de 130 mil segurados, aumenta a contrapartida do Estado e cria um “equilíbrio mais sustentável”.
“Reduz consideravelmente de 130 mil beneficiários a sua participação, amplia a participação do Estado e dá um equilíbrio melhor ao plano a partir do incremento de quem ganha os maiores salários. Por outro lado, a gente vê com isso a capacidade de ampliar o atendimento na Bahia inteira, que é uma reivindicação dos beneficiários”, afirmou.
O líder governista também citou a aprovação de ajustes que equiparam carreiras da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outras categorias às regras de evolução e aposentadoria da Polícia Militar. “Acho que isso foi muito importante para melhorar a segurança pública”, disse.
Bahia tem “um dos menores endividamentos do país”
O petista também respondeu às críticas do líder da oposição, Sandro Régis (União Brasil), que tem questionado a quantidade de pedidos de empréstimo encaminhados pelo governo. Rosemberg afirmou que o deputado “perdeu a oportunidade” de acompanhar a apresentação dos dados feita pela Secretaria da Fazenda e disse que o Estado tem situação fiscal “exemplar”.
“Estamos com endividamento em torno de 0,33% do orçamento, quando a Constituição permite até 2%. Estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul estão próximos de 2%. Temos a oportunidade de antecipar investimentos”, disse.
Ele argumentou ainda que as operações aprovadas não significam necessariamente novos empréstimos. “Muitas vezes são operações para reduzir juros, alongar dívida ou dar caução para PPPs e investimentos em infraestrutura. Nada que fragilize o Estado”, declarou.
Expectativa é que Otto Filho seja sabatinado nesta quarta-feira na CCJ
Sobre a indicação de Otto Filho para o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Rosemberg afirmou que a CCJ deve sabatiná-lo já nesta quarta-feira (10). O nome, segundo ele, deve avançar rapidamente.
“Amanhã ele estará aqui, vai se reunir e almoçar com a bancada do PT. Acredito em uma votação grandiosa no plenário”, afirmou.
Ele também disse que, caso seja liberada uma segunda vaga — ligada ao ministro Gilmar Mendes, do STF — a Casa pode realizar outra sabatina já na próxima semana.
Indicação de Flávio Bolsonaro ao Planalto
Questionado sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ser lançado candidato à Presidência em 2026, Rosemberg rejeitou a ideia de que isso facilitaria a disputa para Lula.
“Eu não acho que vai ser W.O., sempre respeito os adversários. Mas precisamos escalar o nosso time: Lula para a reeleição, Jerônimo na Bahia e chapas fortes no país inteiro”, disse.
Ele reconheceu que há “resistência interna” entre aliados de Bolsonaro à escolha do senador, mas evitou comentar impactos na oposição. “A preocupação é fortalecer o grupo de Lula para ganhar no primeiro turno”, afirmou.
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