Governador: piso de enfermagem sem discriminação de recursos ‘fecharia hospitais’

    Segundo Rui Costa, com a medida, haveria o 'fechamento de dezenas ou centenas de hospitais no Brasil inteiro'

    Foto: Jamile Amine/bahia.ba

    rui costa pt

     

    O governador Rui Costa (PT) afirmou que o hospital Irma Dulce poderia fechar as portas caso  o novo piso de enfermagem, aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo governo de Jair Bolsonaro (PL), fosse aprovado ‘sem que se indicasse a fonte de recursos para o reajuste da categoria’. No domingo (4), o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar para suspender os efeitos da lei que instituiu o piso, alegando desconhecimento dos impactos financeiros da medida.

    Segundo Rui Costa, a medida é salutar, mas o Congresso Federal deveria indicar a fonte de recursos para o reajuste. “Acho é que o Congresso Nacional deveria, ao lado da aprovação da justa e merecida remuneração para os profissionais de saúde, deveria ter  reajustado a tabela do SUS ou dito qual era a fonte de financiamento do reajuste”, disse, durante entrega de obras e melhorias feitas no Hospital Ana Nery na manhã desta terça-feira (6).

    “Eu vou tirar de onde esse dinheiro? Então eu não sei como o Congresso Nacional faz um negócio desse, faz um aceno para a categoria, mas quem vai pagar a conta? Pelo que eu entendi, o ministro [Luiz Roberto Barroso]  não cancelou o aumento, porque ele disse é que o aumento pode ser dado na hora que alguém disser da onde vem o dinheiro. Ele suspendeu até que seja regulamentado a fonte de financiamento disso e está correto porque senão nós teríamos imediatamente fechamento de dezenas ou centenas de hospitais  no Brasil inteiro.  Imagina fechar um hospital como o Irmã Dulce? Como é que fica?”, criticou.