Rui e seus adversários à espera do resultado federal para ver como ficam

    Os dois lados têm um consenso: domingo acaba uma agonia e começa outra

    Frase da vez

    “A esperança, enganadora como é, serve contudo para nos levar ao fim da vida pelos caminhos mais agradáveis”

    François, Duque de La Rochefoucauld, escritor francês (1613-11680)

    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal
    Foto: Reprodução/Twitter/arquivo pessoal

     

    Para Rui Costa o resultado dos sonhos na eleição de domingo seria a vitória de Fernando Haddad, a quem ele muito ajudou com uma vitória confortável na Bahia no primeiro turno.

    As pesquisas têm jogado água fria nas pretensões governamentais. Petistas admitem que ‘está difícil’, e vislumbram um cenário ruim para o Brasil. Seja quem for o vencedor terá problemas econômicos e principalmente político, já que a campanha descambou por um viés que atiça o ódio.

    Na bala

    Os oposicionistas, ainda tentando curar a ressaca da coleção de péssimos resultados de 7 de outubro, embora apoiem Bolsonaro agora, também ainda não têm ideia de como será o futuro imediato.

    Ontem pela manhã no Rio, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara que se articula para permanecer no cargo, visitou a Frente Parlamentar da Segurança Pública, a chamada Bancada da Bala. Foi ao hotel em que a turma estava, conversou, o grupo saiu, foi para a casa de Bolsonaro, mas ele não.

    Lá como cá, tucanos e democratas derrotados no primeiro turno ainda buscam meios de sobreviver.

    Se Bolsonaro vencer, vai mesmo chutar os políticos para privilegiar técnicos? Como vai ficar a relação dele com o Congresso sem o clássico toma lá, dá cá? Ontem na Assembleia os dois lados tinham um consenso: domingo acaba uma agonia e começa outra.