Rui sobre diálogos com Neto sobre ponte: ‘Tem documentos assinados pelo município’

    O governador afirmou também que a construção da ponte Salvador-Itaparica não trará grandes impactos urbanísticos em Salvador

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    Ao ser questionado sobre se manteve diálogos com a prefeitura de Salvador ao longo do processo de assinatura para a construção da ponte Salvador-Itaparica, o governador Rui Costa (PT) afirmou que não só houve diálogo como “tem documentos assinados pelo município”. A fala de Rui é direcionada a um comentário feito pelo prefeito ACM Neto (DEM) no ano passado.

    “Claro que houve diálogo. Tivemos várias reuniões, tem documentos assinados pelo município. Então, nós vamos intensificar, a partir de segunda, com os prefeitos e prefeitas eleitos esse contato para desdorbar. Todos os municípios participaram. Estamos falando de 10 anos de conversa, não é de um ano nem dois. São 10 anos fazendo estudos urbanísticos, de demanda de água, de esgoto, sistema viário…Isso tudo foi discutido com todos os municípios envolvidos, evidente para a fase na qual nós estávamos com o projeto. Na medida na qual a fase vai avançando, você vai ter que ir mantendo esse diálogo cada vez mais afinado”, disse o governador.

    Rui ressaltou ainda a necessidade de afinamento de diálogo com todos os municípios, visando qualquer alteração no proejto conceitual da ponte no momento da iniciação da construção.

    “Se tem aqui um projeto conceitual viário, de chegada da ponte, na hora que for botar o pilar no lugar, obviamente pode ser mais para lá ou mais para cá e, obviamente, os técnicos vão ter que conversar mais para ajustar os detalhes. Mas o macro projeto foi discutido com todo mundo e o micro projeto também vamos continuar conversando. E o conceitual, principalmente no outro lado da ilha”, explicou.

    O governador afirmou também que a construção da ponte Salvador-Itaparica não trará grandes impactos urbanísticos em Salvador, mas sim do outro lado, na Ilha.

    “Em Salvador, não há o que se falar em grandes impactos urbanísticos, porque não haverá um movimento de lá para cá de urbanização, mas haverá ao contrário. Salvador, talvez, tenha uma diminuição da pressão imobiliária, de habitação… porque vai abrir um outro vetor de desenvolvimento do outro lado. Digo que ela diminuirá a pressão sobre serviços e demanda, por exemplo, de uso do solo”, completou.