Ronaldo Caiado (PSD) participou, na terça-feira (25), da segunda entrevista da série da TV Globo com candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A sabatina foi exibida após o Jornal Nacional e conduzida pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.
Ao longo da entrevista, o candidato apresentou propostas relacionadas à redução das despesas públicas, segurança, combate às organizações criminosas e anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Anistia para o 8 de Janeiro
Um dos principais assuntos abordados foi a posição de Caiado sobre os processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.
O candidato defendeu uma anistia “geral, ampla e irrestrita” para os envolvidos nos atos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso seja eleito, afirmou que pretende enviar ao Congresso Nacional uma proposta sobre o tema.
Caiado relacionou a medida à necessidade de diminuir a tensão política no país. A defesa da anistia, porém, aproxima o candidato de uma das principais pautas do eleitorado bolsonarista e estabelece um contraponto à sua proposta de buscar a pacificação nacional.
Limite para os gastos públicos
Na área econômica, Caiado afirmou que pretende restringir o crescimento das despesas federais.
Entre as medidas apresentadas está uma proposta de emenda à Constituição para limitar a expansão dos gastos públicos a 50% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
O candidato também defendeu uma reforma administrativa e afirmou que pretende buscar maior eficiência na máquina pública. Segundo Caiado, o objetivo é controlar as despesas sem recorrer a novos aumentos de impostos.
Segurança pública como prioridade
O combate ao crime organizado ocupou uma parte relevante da entrevista. Caiado defendeu o fortalecimento das forças de segurança e maior integração entre os países da América do Sul para combater organizações criminosas que ultrapassam as fronteiras nacionais.
O candidato também rejeitou a possibilidade de autorizar a atuação de militares norte-americanos em território brasileiro contra atividades criminosas. Para ele, o enfrentamento deve ser conduzido pelos próprios países sul-americanos, com preservação da soberania de cada nação.
Entre as ideias apresentadas está a criação de mecanismos de cooperação policial entre países da região.
Endurecimento contra facções
A experiência de Caiado à frente do governo de Goiás foi utilizada como uma das credenciais para sua proposta de segurança pública.
O candidato defendeu uma política mais dura contra as facções criminosas e apresentou o enfrentamento ao crime organizado como uma das prioridades de um eventual governo federal.
Em outra entrevista realizada durante a campanha, Caiado também havia criticado o uso de câmeras corporais por policiais, argumentando que a atuação das forças de segurança deveria considerar a realidade de confronto vivenciada no país.
INSS e Banco Master
Caiado também levou para a sabatina críticas relacionadas a investigações envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Banco Master.
O candidato defendeu a divulgação de informações mantidas sob sigilo nos casos e afirmou que o eleitor deveria ter acesso aos dados antes da votação.
Ao abordar os episódios, Caiado aproveitou para fazer críticas ao governo federal e cobrou transparência nas investigações.
Disputa pelo eleitorado de direita
Durante a entrevista, Ronaldo Caiado apresentou propostas voltadas à redução de gastos públicos, ao combate ao crime organizado e à segurança pública, além de defender uma anistia ampla para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Ao tratar da anistia, o candidato afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta “geral, ampla e irrestrita” caso seja eleito. A medida incluiria Jair Bolsonaro e os demais envolvidos nos processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.
Caiado também apresentou propostas de endurecimento no combate às organizações criminosas e destacou sua experiência como governador de Goiás na área de segurança pública. Na economia, defendeu limitar o crescimento das despesas federais e realizar uma reforma administrativa.
Ao longo da sabatina, o candidato também fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu maior transparência em investigações envolvendo o INSS e o Banco Master.

