Mais da metade partidos da base votou para impor novas derrotas de Lula no Congresso

    Parlamentares se manifestaram contra a 'saidinha' de presos e pela derrubada da criminalização das fake news

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

     

    Mais da metade dos partidos da base aliada contribuiu para impor derrotas ao governo Lula (PT) na noite de terça-feira (28) no Congresso. Além de votarem a favor do veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao projeto que criminaliza as fake news, integrantes de partidos governistas se manifestaram pela restrição das saídas temporárias de detentos.

    Com o revés, o Executivo já conta com a judicialização para retomar as “saidinhas”.

    No caso das fake news, foram 317 votos a favor da manutenção do veto que travou a criação do crime de “comunicação enganosa em massa” no contexto eleitoral —193 (61%) vieram de partidos que possuem ministros. No União Brasil, por exemplo, que indicou três auxiliares diretos de Lula, houve 51 votos contra o governo e apenas um alinhado.

    Em relação às saidinhas, 314 deputados votaram para anular o veto, e 126 para mantê-lo. Do total pela derrubada, metade veio de partidos da aliança petista. Entre os senadores, o placar foi de 52 a 11 contra o veto.

    Pauta bolsonarista

    Em outra derrota do governo, os parlamentares mantiverem vetos de Jair Bolsonaro a trechos da norma que substituiu a antiga Lei de Segurança Nacional (LSN) — o Planalto, neste caso, era a favor da derrubada.

    Um dos itens previa reclusão de um a cinco anos para o crime de “comunicação enganosa em massa”, definido pela promoção ou financiamento da disseminação por aplicativos de mensagens de mentiras capazes de comprometer a lisura das eleições.

    Há ainda, no entanto, mecanismos em vigor capazes de mitigar a disseminação de notícias falsas nas eleições, como resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as próprias regras das plataformas.

    O governo tentou até o último momento manter o trecho da lei, mas a articulação foi em vão e representou uma vitória de Bolsonaro, que se envolveu na defesa de seu próprio veto e conversou com parlamentares.

    (Com informações do jornal O Globo)