Salvador, aos 468 anos, tem muitas histórias que os baianos não sabem

    A capital baiana guarda consigo muitas histórias que a grande maioria do seu povo não conhece

    Frase da vez

    “Aqui se encontraram os homens brancos, os homens índios e os homens negros. E aqui se misturaram. Não ficaram separados, cada uma com a sua contribuição cultural. Aqui vieram, fundiram seus sangues e suas culturas

    Jorge Amado, escritor baiano sobre o nascer da Bahia (1912-2001)

    Foto: Divulgação
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    Salvador completa 468 anos nesta quarta-feira (29), guardando consigo muitas histórias que a grande maioria dos baianos não conhece, conforme nos relata Henrique Carballal (PV), vereador de ocasião, historiador de ofício.

    Um deles: você sabia que Jequié já foi capital da Bahia por 24 horas? Foi.

    E o episódio foi dramático. Rui Barbosa perdeu a eleição presidencial para Hermes da Fonseca em 1911. Na Bahia, os grupos coronelistas de Luiz Viana (Vianistas), de Severino Vieira (Vieiristas) e Luiz Gonçalves (Gonçalvistas) decadentes, entraram em disputa para ver quem ficava no governo.

    Alguns queriam emplacar José Joaquim Seabra (Seabristas), recém-chegado da Europa. Para ganhar tempo, articularam o seguinte: Araújo Pinho, o governador, renunciaria, o presidente do Senado estadual, padre Manoel Leôncio Galvão, não assumiria e o governo federal decretaria intervenção, para postergar a eleição para 28 de janeiro de 1912.

    Araújo renunciou, Manoel Leôncio se recusou a assumir, mas o presidente da Assembleia, Aurélio Rodrigues Viana, sucessor natural, resolveu ficar. Criou o caso.

    O Senado reagiu desconhecendo a renúncia de Araújo, a justiça acatou, mas Aurélio se manteve irredutível, se encastelou na Câmara, decretou a mudança da capital para Jequié e o Exército resolveu cumprir a decisão judicial abrindo fogo dos fortes São Marcelo, Barbalho e São Joaquim.

    Ante isso, a briga de Rui e Neto é fichinha.