Salvador pode ganhar programa cultural nos bairros; entenda

    Além do impacto social, o projeto aponta que o incentivo à cultura local pode impulsionar a economia criativa

    Foto: André Souza / bahia.ba

    O vereador Sandro Bahiense (PP) protocolou na Câmara Municipal de Salvador (CMS) um Projeto de Indicação (PIN) nº. 256/2026 que propõe a criação do programa “Meu Bairro Tem Cultura”, iniciativa voltada à ampliação do acesso à cultura, lazer e atividades educativas nos bairros da capital baiana.

    A proposta prevê a realização de ações itinerantes com apresentações musicais, teatro, dança, capoeira, feiras culturais, recreação infantil, oficinas e outras atividades artísticas, além do incentivo à participação de artistas, grupos culturais e coletivos locais.

    Segundo o texto, o acesso à cultura e ao lazer é um direito social garantido pela Constituição Federal (CF) e cabe ao poder público promover ações que contribuam para a democratização cultural e a valorização das manifestações populares.

    Para o vereador, a cultura desempenha papel fundamental na inclusão social, no fortalecimento da identidade comunitária e na prevenção da violência, especialmente entre crianças e jovens. O parlamentar também defende a descentralização das atividades culturais em Salvador, ampliando o acesso da população dos bairros periféricos a eventos gratuitos.

    A proposta destaca ainda que muitas comunidades enfrentam a falta de programação cultural contínua e de incentivos para artistas e coletivos locais. Os eventos poderão ser realizados em praças, largos, campos e outros espaços públicos, estimulando a ocupação desses locais e fortalecendo a convivência comunitária.

    Além do impacto social, o projeto aponta que o incentivo à cultura local pode impulsionar a economia criativa, gerando oportunidades para artistas, artesãos, ambulantes e empreendedores comunitários.

    “Salvador possui uma grande riqueza cultural que precisa ser valorizada e levada para todos os bairros, promovendo lazer, inclusão social, cidadania e o fortalecimento dos vínculos comunitários”, destaca a justificativa da proposta.