A primeira edição de 2026 do Diário Oficial do Município de Salvador (DOM), publicada nesta segunda-feira (5) traz a sanção da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil). O orçamento total previsto para o exercício financeiro deste ano é de R$ 14,96 bilhões.
A LOA, aprovada pela Câmara Municipal em dezembro de 2025, funciona como o principal instrumento de planejamento da administração municipal ao definir a estimativa de receitas e fixar as despesas da capital baiana. O valor representa um aumento de cerca de 18% em relação ao aprovado para o ano anterior.
Quanto Salvador espera arrecadar
A Prefeitura de Salvador estima arrecadar R$ 14.963.154.000 em 2026. A maior parte desse montante virá de receitas correntes, que somam R$ 12,05 bilhões.
Dentro desse grupo, os principais destaques são os impostos e taxas, que somam R$ 4,99 bilhões e as transferências correntes da União e do Estado, estimadas em R$ 5,83 bilhões, como o FPM e repasses do SUS.
Áreas com mais recursos
O Orçamento da Seguridade Social, voltado às áreas de saúde, previdência e assistência social, ficará com R$ 4,42 bilhões. Já o Orçamento Fiscal concentrará R$ 10,54 bilhões para manutenção da máquina e investimentos.
Confira abaixo a lista dos órgãos que concentram os maiores orçamentos para 2026:
– Secretaria Municipal da Saúde (SMS): R$ 3,12 bilhões
– Secretaria Municipal da Educação (SMED): R$ 2,74 bilhões
– Encargos gerais do município: R$ 1,82 bilhão
– Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP): R$ 1,33 bilhão
– Secretaria Municipal de Mobilidade (SEMOB): R$ 1,18 bilhão
– Secretaria Municipal de Gestão (SEMGE): R$ 977,7 milhões
– Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (SEINFRA): R$ 917,2 milhões
– Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SECULT): R$ 514,4 milhões
– Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (SEMPRE): R$ 363,6 milhões
– Câmara Municipal do Salvador (CMS): R$ 349,5 milhões
Empréstimos
A LOA 2026 também prevê R$ 2,39 bilhões em receitas de capital. O principal item desse grupo é o volume de empréstimos, estimado em R$ 1,72 bilhão, indicando a intenção da gestão municipal de recorrer a financiamentos para viabilizar obras e projetos estruturantes.
A aprovação do orçamento na Câmara foi marcada por críticas da oposição, que exigiu mais investimentos na área social durante a votação do Plano Plurianual (PPA). No entanto, a base do governo defendeu que o planejamento garante a chegada de recursos a todos os cantos da cidade.

