Salvador x Lauro, a antiga pendenga volta agora temperada com o metrô

    O argumento oficial é que para a redefinição populacional ter efeito nos repasses de FPM, o IBGE tem que ter os dados para comunicar ao Ministério da Fazenda até o dia 27 de abril

    Frase da vez

    “Das definições possíveis do homem, uma só é verdadeira: o homem é o animal que disputa”
    Alexandre Herculano, jornalista e historiador português (1810-1877)

    Foto: Carol Garcia/ GOVBA
    Foto: Carol Garcia/ GOVBA

     

    A velha briga por limites territoriais está de volta a pauta, desta vez, com as cores de 2018. A questão: o deputado Rosemberg Pinto (PT), presidente da CCJ da Assembleia, está querendo que o presidente Ângelo Coronel (PSD) avoque para si a responsabilidade pela agilização de nove projetos que redefine limites territoriais.

    O argumento oficial é que para a redefinição populacional ter efeito nos repasses de FPM, o IBGE tem que ter os dados para comunicar ao Ministério da Fazenda até o dia 27 de abril, por isso a urgência.

    A questão é que entre os nove projetos está o de Salvador e Lauro de Freitas. E a oposição diz que é uma disposição do governo de inaugurar o metrô em junho com o carimbo de soteropolitano, já que a última estação está construída hoje em território que é de Salvador.

    Precedente

    Rosemberg Pinto admite:

    — Nós vamos respeitar o acordo feito com ACM Neto, pelo qual Lauro cedeu o Condomínio Marisol. Mas, de fato, há problemas políticos.

    Luciano Ribeiro (DEM), o líder da oposição, diz que fará tudo “conforme a lei”. E é aí que a porca torce o rabo.

    Mesmo que a Assembleia aprove a redefinição dos limites, os oposicionistas dizem que o assunto é regido por lei federal, que exige plebiscito nas duas partes.

    Na era de ACM, Luís Eduardo Magalhães foi emancipado com plebiscito apenas lá. Agora, vai dar justiça.