Samarco deve retomar atividades em 2018

    Cerca de 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego estão em risco

    Brasília - Passado um ano do rompimento da barragem de Fundão, a reconstrução dos distritos de Mariana (MG) devastados pelo acidente ainda está no papel. (Roberto Franco/UFMG)

    Com a operação paralisada desde 2015, quando a barragem de Fundão, em Mariana (MG), se rompeu, a Samarco só retomará as atividades em 2018. A previsão inicial da companhia era retomar a produção no segundo semestre deste ano.

    Para voltar a operar, a empresa, que tem como acionistas a Vale e a BHP Billiton, ainda precisa de duas licenças ambientais junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad).

    Uma de liberação da cava [cova resultante de atividade mineradora] de Alegria do Sul, no município de Ouro Preto (MG), que a companhia pretende utilizar como depósito de rejeitos ao retomar suas operações; e a aprovação do Licenciamento Operacional Corretivo (LOC), determinado pelo governo do Estado, para revalidação das licenças de todo o Complexo de Germano, suspensas desde outubro de 2016.

    No entanto, mesmo após a obtenção dos documentos, a empresa calcula que precisará de, pelo menos, seis meses para realizar obras estruturais de engenharia para preparação da cava.

    De acordo com estudo sobre o impacto financeiro da paralisação da mineradora em 2017 encomendado à Tendência Consultoria Integrada, com a revisão dos prazos para a mineradora voltar a operar, deixarão de ser arrecadados no próximo ano R$ 989 milhões em impostos federais, estaduais e municipais.

    Além disso, cerca de 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego estão em risco.