Morre o Haroldo Lima matéria física, mas continua conosco a sua história-legado como referência de um ser humano que dedicou sua vida à causa da democracia, da liberdade e da política com sentido de busca da realização da felicidade humana.
Vivi com ele grandes e históricos momentos, nas ruas, praças e parlamentos baiano, caminhando e cantando por democracia, liberdade, igualdade, fraternidade e por uma outra economia brasileira geradora de mais riquezas melhor distribuída para quem produz e consome.
Poderíamos, eu e Haroldo Lima, termos nos encontrado mais para vivermos também a vida na dimensão completa de Viramundo. Afinal a vida deve ser vivida neste mundo, como prescreveu os poetas baianos Carlos Capinan e Gilberto Gil em Viramundo: “Ainda viro este mundo em festa, trabalho e pão.
Saudades, Haroldo Lima.
Um dias desses, espero que seja o mais demorado possível, te encontrarei de novo, lá em cima, no Infinito Cósmico.
Até lá vá se reunindo aí em cima com teus/nossos conterrâneos Maria Quitéria, Maria Felipa, Joana Angélica, Rui Barbosa, Anísio Teixeira, Jorge Amado, Dorival Caymmi, Ronilda Noblat, Jaime Guimarães, Inácio Gomes, Carlos Marighela, Abigail Feitosa, Rômulo Almeida, Waldir Pires, Jorge Portugal, Batatinha, Moraes Moreira, dentre outros e outras que lutaram ou contribuíram para um mundo mais feliz para nossos hermanos humanos.
Vivas a Haroldo Lima pela sua importante contribuição para uma civilização humana de homens e mulheres livres, independentes e felizes e por um Estado instituição comprometido com estes valores civilizatórios paradigmáticos.
“Nasce o sol a 2 de julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que neste dia
Até o sol é brasileiro”
(Hino da Bahia)”
Brilha Haroldo Lima, lá em cima
*Edival Passos é economista-humanista

