Se Lula cair lá em Brasília, como é que ficam as coisas aqui na Bahia?

    Os petistas têm um discurso pronto: Lula é o líder maior de um projeto e defendê-lo é defender os interesses maiores do país

    Frase da vez

    “Viver é desenhar sem borracha”

    Millôr Fernandes, jornalista, humorista e escritor (1923-2012).

    Foto: Miguel Schincariol / AFP
    Foto: Miguel Schincariol / AFP

    O mundo político está focado hoje nos holofotes do STF, que vai julgar se condenados de segunda instância devem ficar presos ou esgotar até os últimos recursos, como era antes.

    O próprio STF já tinha decidido que vale a segunda instância. Aí entrou Lula no meio. A questão: se não valer para Lula, não vai valer para uma legião de condenados hoje presos, de bandidos a nomes ilustres, como Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, além de Luis Estevão, ex-senador do DF. Se valer, manda Lula para cadeia.

    Lula já disse a vários, entre eles o senador Otto Alencar, que no PT não há plano B e ele vai até onde der. Em miúdos, se for preso, nada o impede de lançar a candidatura até que o TSE diga se condenado em segunda instância é ficha suja. Noutros casos, tem dito que sim.

    Toque baiano

    Os petistas têm um discurso pronto: Lula é o líder maior de um projeto e defendê-lo é defender os interesses maiores do país.

    Na prática, fica parecendo que o jogo é tentar salvar a pele, e esse é o projeto do PT. E isso é bom para Rui Costa? Óbvio que não. Os petistas acham que qualquer que Lula botar a mão na cabeça e abençoar, estará no segundo turno. Então, se é que o é, alguns como Rui defende que se prepare um Plano B já. Claro. A tática Lula pode dar errada.

    Sem falar que esse cenário muito vitamina a expectativa de uma campanha raivosa, ACM Neto, que hoje está sem referência federal, fica com mais chances de encontrar a referência que não tem.