Secretário da Fazenda prevê cenário positivo com novo IVA

    Manoel Vitório aponta desafios para definir impacto da mudança na arrecadação

    Foto: bahia.ba

    O secretário da Fazenda do Estado da Bahia, Manoel Vitório, participou nesta terça-feira (4) de um evento promovido pelos setores produtivos baianos, que reuniu candidatos ao Governo da Bahia para apresentar propostas de gestão. Durante o encontro, Vitório destacou a proximidade entre o governo e o setor produtivo e avaliou as mudanças provocadas pela implementação do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA).

    Segundo o secretário, a relação entre a administração estadual e os representantes do setor produtivo é próxima, especialmente com a Federação das Indústrias. “A nossa relação é uma relação muito estreita. Lá na Secretaria da Fazenda, principalmente, eu diria com todo setor produtivo, mas quem tem se aproximado um pouco mais da gente como a Federação de Indústria”, disse.

    Vitório também ressaltou que a transição para o novo modelo tributário representa uma grande mudança. “Nós estamos acabando um tributo antigo ou tributos antigos e entrando com um novo tributo, que é o novo IVA, e isso determina muitas modificações”, explicou o secretário.

    Impacto do IVA na arrecadação

    Questionado sobre os efeitos do novo imposto na arrecadação, Vitório afirma que ainda não é possível determinar com precisão qual será o impacto. “Olha, quem souber com exatidão disso, quem lhe disser isso, não está faltando com a verdade. A nossa expectativa é uma expectativa muito positiva”, declarou.

    Manoel Vitório ressalta que a definição da alíquota ainda depende de estudos e cálculos realizados pelo governo federal e pelos estados, diante da quantidade de tributos que serão incorporados ao novo sistema. O secretário cita a possibilidade de cobrança do imposto no momento da compra como um dos fatores considerados. “Para vocês terem uma ideia, até hoje o governo federal e os estados estão tentando calcular para chegar exatamente na alíquota. Então ainda é um trabalho difícil, porque nós temos hoje uma amplitude de impostos que vão ser abraçadas por esse IVA que é muito grande, a complexidade é grande”, explicou.