Sem o antipetismo e lavajatismo, Bolsonaro chega sem força na eleição, diz pesquisador

    Wilson Gomes ainda aponta que desde o início do mandato o presidente demonstrou incapacidade de atrair novos segmentos para a base de apoio

    Foto: Divulgação

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não deve ser um forte candidato nas eleições de 2022 assim como foi em 2018, é o que aponta Wilson Gomes, pesquisador e professor de Comunicação e Política da Universidade Federal da Bahia (Ufba). Para ele, desde o início do mandato o presidente desidrata e mostra dificuldade de atrair novos segmentos para a sua base de apoio.

    “Desde 2019, temos um governo apoiado por uma minoria, que oscila entre 20 e 30%. Essa minoria não tem demonstrado capacidade de crescer”, pontua o pesquisador, em uma publicação nas redes sociais.

    Wilson Gomes ainda afirma que a eleição de Bolsonaro se deve aos movimentos antipetista e lavajatista, mas que o presidente já não consegue mais aglutiná-los.

    “O antipetismo e o lavajatismo já não jogam tanta água assim no moinho de Bolsonaro. Depois de 7 anos, o antipetismo vem, finalmente cedendo. E o lavajatismo tenta encontrar o próprio caminho, mas rejeita o bolsonarismo”, completa.

    De acordo com o pesquisador, Bolsonaro depende apenas do agronegócio, milicianos e conservadores religiosos, o que seria insuficiente para considerá-lo forte na corrida eleitoral. “O jogo virou, e não só porque Lula está no jogo novamente”, finaliza.