Frase da vez
“A saúde depende mais das precauções que dos médicos”
Jacques Bossuet, bispo francês (1627 – 1704)

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, intencionou vir a Salvador hoje para anunciar uma série de iniciativas de sua área.
Discretamente, foi avisado por interlocutores de ACM Neto de que não viesse e, se o fizesse, não seria recebido pelo prefeito.
Neto não esconde a sua insatisfação com uma série de pleitos de Salvador na área de saúde engavetados nos tempos de Dilma e nos de Michel Temer também, apesar das reiteradas incursões na tentativa de liberá-los. Ainda anteontem ele esteve em Brasília, mais uma vez tentou buscar respostas no setor e também mais uma vez sem sucesso.
Ou seja, apoiar Temer assim é ônus (da impopularidade presidencial) sem bônus.
Aliás, ele diz a amigos que na dividida entre o apoio a Temer e os interesses de Salvador, fica com Salvador.
Ou seja, nada de apoio incondicional.
Caos antecipado
O sinal de que é o alto grau de insatisfações na saúde com a Bahia, já com metástase no setor filantrópico, contaminou também a Prefeitura de Salvador, veio esta semana com o secretário José Antônio Rodrigues, da Saúde.
Ao ser indagado sobre os estragos da PEC 241 na saúde, em entrevista ao Raio X de Cristóvão Rodrigues, na rádio Bahiana FM, ele foi bastante objetivo.
— Vai causar estragos, não. Os efeitos da PEC 241 na saúde em Salvador já existem há mais de dois anos.
Ou seja, nem chegou e já raiou.
Desastre anunciado
Dez entre dez dos envolvidos no setor filantrópico na Bahia têm expectativas sombrias para o futuro próximo. O segmento já vive penando com a asfixia por falta de reajuste há mais de dois anos na tabela do SUS e, com a PEC, acham que muitas das instituições estão condenadas à morte.
Vaqueiros vão à guerra
Autor da lei que regulamentou as vaquejadas na Bahia, o deputado Eduardo Salles (PP) anuncia que, na próxima terça, vaqueiros de todo o Brasil, em geral, e da Bahia, em particular, vão invadir Brasília.
— Sou defensor das vaquejadas e protetor dos animais. Iremos lá dizer que a decisão de proibir as vaquejadas é um absurdo. Isso é uma discriminação com o Nordeste. Por que não proíbem o polo, o rodeio e turfe, que são esportes de rico com animais?
Caso baiano
Segundo Eduardo, a lei baiana foi de autoria dele, mas não é dele:
— Ouvimos veterinários, vaqueiros, todos os atores. Ela aumentou a caixa de areia para o animal cair sem se machucar, proíbe o uso de esporas cortantes e até cria o rabo artificial, para não haver o risco de quebrar o rabo do boi quando o vaqueiro puxar.
Cartórios no alvo
Palestrante ontem no evento Ética e Compliance na Construção, promovido pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção e Sesi Nacional, no Sinduscon, a ministra aposentada do STF, Eliana Calmon, arrancou aplausos da plateia. O tema da palestra dela foi Lei de Improbidade Empresarial, mas ela criticou os cartórios.
— A questão dos cartórios no Brasil é uma excrescência. Enquanto tivermos ganhos cartoriais nos níveis atuais, não há como imaginar o interesse deles na modernização.
Dengoso
Eliana disse que os cartórios têm um lobby fortíssimo e cobram, por exemplo, com base no valor de um imóvel, quando o serviço deles não varia.
— Estão no tempo da pedra lascada. Conheço um cartório em que o livro de registro está tão depreciado que é chamado pelos funcionários de ‘dengoso’, porque precisa de cuidado para pegá-lo.
Bahia pior
Ainda segundo Eliana Calmon, a Bahia é um do piores estados em serviços de cartório do país, e não há muita cobrança ou fiscalização, pois quando foram privatizados, deixou-se de ganhar com eles.
— É uma vergonha total e absoluta.
Médicos em festa
O Dia dos Médicos foi ontem, mas a festa mesmo, patrocinada pela Associação Bahiana de Medicina (ABM), vai acontecer sábado no Clube dos Médicos (Boca do Rio), com a banda de pop rock internacional Blackjack e a carnavalesca Caicó.
Amanhã, a ABM (Ondina) entrega títulos de Mérito Médico de 2016 aos doutores Benelson Alves de Guimarães Carvalho, Antônio Carlos Vieira Lopes, Aristides Pereira Maltez Filho e Cremilda da Costa de Figueiredo (in memoriam).

