Senado adia votação da PEC da jornada 6×1 por falta de quórum

    Base aliada tenta articular sessão extraordinária no Senado ainda em setembro

    Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

    A votação da PEC 221/19, que modifica a jornada 6×1 no Brasil, não foi votada na sessão plenária do Senado na noite de quarta-feira (2). Após aprovação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta não foi pautada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), devido ao esvaziamento da Casa.

    Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que o quórum baixo foi responsável pela inviabilização da votação. Para a aprovação do texto, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos.

    “Nós consultamos o presidente Davi, e ele fez a seguinte pergunta: ´Vocês têm certeza do número de votos?´. Nós checamos, nós fizemos a verificação necessária, mas tínhamos garantido entre 53 e 54 votos, margem apertada para que uma PEC vá a voto”, disse o parlamentar.

    O governo considerou a margem favorável pequena, por isso reconheceu que seria arriscado levar a PEC a voto neste momento.

    “Nós não tínhamos essa garantia pelo mapa de votação. Coordenadamente, achamos mais prudente ver o momento em que podemos ter os votos necessários para aprovação da proposta de emenda constitucional”, completou Randolfe.

    Críticas à oposição

    Randolfe responsabilizou a oposição por desmobilizar os senadores. Ele citou o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e seu aliado Rogério Marinho (PL).

    “A oposição, lamentavelmente, conseguiu ter sucesso no seu intento de desmobilização. Vocês viram, o senador Flávio Bolsonaro não votou na CCJ. Vocês viram a atuação, sobretudo do senador Rogério Marinho, contrário à aprovação dessa proposta de emenda constitucional”, explicou o senador.

    Sessão extraordinária

    Agora, a base governista trabalha para convencer o presidente do Senado a convocar uma sessão extraordinária ainda em setembro apenas para analisar a PEC.

    “Posso garantir que votaremos essa PEC até o final de outubro”, prometeu o líder.

    Pauta prioritária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 2026, o líder do governo no Congresso afirmou que caso a sessão extraordinária de setembro não tenha resultado positivo, pretende colocar a proposta em pauta na segunda semana de outubro, após os resultados do primeiro turno.