Publicado em 04/05/2026 às 22h01.

Sesab afirma que declarações de Bruno Reis sobre saúde são falsas

Troca de farpas teve início quando a primeira-dama cobrou auxílio do governo em Uauá

Redação
Foto: Instagram/Betto Jr/Feijão Almeida

 

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contesta as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e afirma que as informações apresentadas pelo gestor municipal são falsas. A manifestação ocorre após o prefeito sair em defesa da esposa, Rebeca Cardoso, que havia cobrado do governo e do próprio governador, Jerônimo Rodrigues (PT), ações no município de Uauá, que tem registrado aumento nos casos de dengue, e ela especialmente cobrou celeridade na regulação de pacientes.

Durante pronunciamento nesta segunda-feira (4), Bruno Reis afirmou que a maternidade municipal da capital atende majoritariamente pacientes vindos do interior e que a regulação desses casos é de responsabilidade estadual. O prefeito também reforçou o posicionamento da primeira-dama, destacando que há falhas no sistema de saúde e ainda mais no reconhecimento dessas falhas. 

Em resposta, a Sesab divulgou nota oficial e classificou como inverídicas as declarações do prefeito. Segundo o órgão, os dados mencionados pela gestão municipal não refletem a situação da rede, e disse que esses dados não são do estado, mas são dados feitos pela prefeitura.

A secretaria aponta que o próprio Plano Municipal de Saúde 2022-2025 reconhece limitações estruturais e assistenciais de Salvador, que o próprio prefeito não reconhece.  A pasta estadual também destacou que a pressão sobre a rede tem origem na insuficiência da cobertura da atenção primária nos bairros, o que contribui para a superlotação das unidades de maior complexidade.

No posicionamento, a Sesab afirma que “superlotação não começa no Estado. Começa quando a rede municipal não cobre adequadamente o bairro”, citando regiões com lacunas de atendimento apontadas em documentos oficiais, como Cajazeiras. Por fim, a secretaria questiona a Bruno Reis: “Se a rede municipal funciona tão bem, por que os documentos da Prefeitura mapeiam vazios assistenciais, citam unidades com falhas e admitem que distritos populosos têm baixa oferta local de serviços?”. 

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