Sexo frágil uma ova. Mulher é igual, para guerrear ou sofrer impeachment

    Na Inglaterra, Margareth Thatcher governou com tanta firmeza que virou a “Dama de Ferro”; No Brasil, Dilma Rousseff foi a primeira mulher a tornar-se presidente

    Frase da vez

    “O homem distingue-se dos outros animais por ser o único que maltrata a sua fêmea

    Jack London,  jornalista e escritor norte-americano (1876-1916)

    Fotos: Divulgação|Montagem: bahia.ba
    Fotos: Divulgação|Montagem: bahia.ba

     

    Já dizia John Lennon: A mulher é o negro do mundo. A mulher é a escrava dos escravos. Se ela tenta ser livre, tu dizes que ela não te ama. Se ela pensa, tu dizes que ela quer ser homem.

    Traduzindo: o essencial, a condição humana, é o que deve prevalecer sempre, mas o homem, na imensidão do seu atraso moral, insiste em ditar supostas inferioridades a partir de raça e gênero.

    Veja você. Nos 11 anos em que foi primeira ministra da Inglaterra (de 1979 a 1990), Margareth Thatcher governou com tanta firmeza que botaram nela o apelido de “Dama de Ferro”. Não hesitou, por exemplo, em mandar o Exército para as Malvinas expulsar os argentinos. Ela deixou o governo aplaudida.

    Dilma Rousseff, a primeira mulher a tornar-se presidente do Brasil, acabou sofrendo o impeachment. Nos dois casos, os atos praticados ou o desfecho das suas passagens pelo poder, a condição de mulher em nada importou.

    A humanidade ainda não encara a vida sempre assim, é óbvio. Mulher ainda recebe menos dinheiro pelo mesmo trabalho, apanha do marido, é vítima de agressões de toda ordem, em casa e nas ruas. O que se pede hoje é o mínimo: que elas sejam encaradas pelos atos e fatos que podem impactar no bem comum.

    É o mínimo, mas estamos chegando lá. Na Bahia, o número de mulheres prefeitas, que na década de 80 nunca passava de sete, no novo século, como agora, nunca foram menos de 50. E delas brotam, como entre os homens, boas e más gestoras, algumas veneradas e outras mal sucedidas.

    No Dia Internacional da Mulher, postular a isonomia com os homens, em todos os sentidos, é o mínimo. Um beijo para todas.

    Todo mundo rosa

    Hoje, Dia Internacional das Mulheres, as deputadas Fabíola Mansur (PSB) e Mirela Macedo (PSD) acharam uma fórmula original de engajar os homens na causa: estão vendendo gravatas cor de rosa choque a R$ 150 para que todos, nesta quarta-feira (8), compareçam trajando as tais.

    Dos 63 deputados baianos, apenas oito são mulheres. A ideia fluiu. Até o fim da tarde desta terça (7) já tinham vendidos 30.