Simone Tebet lamenta os ataques à médica Ludhmila Hajjar

    A senadora se solidarizou à médica por ameaças após ter o nome cogitado para assumir o Ministério da Saúde. Simone também pediu criação de frente de trabalho para avaliar "excessos" contra a democracia

    Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

    Agência Senado

    A senadora Simone Tebet (MDB-MS) lamentou nesta terça-feira (16), durante sessão remota, os ataques sofridos pela médica Ludhmila Hajjar, cotada para o Ministério da Saúde, no lugar do general Eduardo Pazuello.

    — A minha fala é em relação às ameaças lamentáveis, e criminosas sofridas pela doutora Ludhmila na porta do hotel em que se hospedava em Brasília, pelo simples fato de estar pensando em aceitar o convite do senhor presidente para assumir a pasta do Ministério da Saúde. Isso mostra como andam o negacionismo, o radicalismo, a polarização, o ódio a quem pensa diferente — afirmou.

    A senadora ainda solicitou abrir uma frente de trabalho para avaliar “esses excessos” contra a democracia.

    — Já passou do limite do tolerável, do aceitável ou, eu diria até, daquilo que é permitido pelo Estado democrático de direito — declarou.

    A senadora manifestou solidariedade à médica e declarou ter sentido “apreensão e medo” em Ludhmila Hajjar.

    —  A doutora Ludhmila me impressionou ontem no vídeo que vi na televisão: em uma mulher que luta diariamente pela vida e que está acostumada com a morte, eu vi, no olhar da doutora Ludhmila, apreensão e medo. Esse medo não pode existir no olhar de nenhum cidadão brasileiro, enquanto nós estivermos vivendo — estamos vivendo e viveremos, sim, eternamente — numa democracia — enfatizou Simone.