Simone Tebet rechaça proposta de mudar meta de inflação: ‘não está posta na mesa’

    Segundo a ministra, a mudança - que visa abrir caminho para a redução dos juntos - foi tratada na primeira reunião do CMN, mas não foi mais debatida

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, rechaçou nesta segunda-feira (27) a existência de uma proposta por parte do governo de aumentar a meta de inflação. O centro da meta deste ano foi fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3,25%, com tolerância para até 4,75% ao ano. A expectativa de inflação deste ano supera 5%. Uma nova meta permitiria a redução dos juros básicos, mas, de acordo com Tebet, é “uma questão que não está posta na mesa”.

    O CMN é composto pelos ministros do Planejamento Orçamento e da Fazenda e pelo presidente do Banco Central. “Em relação à meta de inflação, aos parâmetros, se vamos mexer ou não, esse é um não assunto no governo. Pelo menos, um não assunto no Ministério da Fazenda e no Ministério do Planejamento e Orçamento”, garantiu Tebet.

    De acordo com a ministra, a alteração da meta – defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no começo do ano – foi colocada na primeira reunião do ano do Conselho Monetário, mas depois disso não foi tratada nos encontros posteriores. Tebet argumenta que ” há dúvidas sobre se uma alteração na meta da inflação traria o resultado esperado pelo presidente Lula, que é uma melhora na economia com possibilidade de redução da taxa básica de juros.”

    Pela parte da Fazenda, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, ressaltou que “do ponto de vista ‘intramuros’, o debate por parte do governo, por enquanto não há nenhuma pretensão de alteração do cronograma daquilo que estava estabelecido”. Fonte: G1.