Sob protestos, comissão finaliza votação da reforma da Previdência dos militares

    Durante a votação de um destaque da oposição, a sessão chegou a ser temporariamente suspensa após confusão

    Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Em meio a protestos de parentes de militares, a reforma da Previdência da categoria foi aprovada nesta terça-feira (29) em comissão da Câmara dos Deputados.

    O texto-base fora aprovado na última semana, mas ainda restava a apreciação dos destaques (trechos que poderiam modificar a matéria), que foram rejeitados.

    A proposta pode seguir para o Senado, porém deputados já se articulam para que o projeto precise passar pelo plenário da Câmara, segundo a Folha.

    Para isso, é necessário o apoio de 51 dos 513 deputados. “Isso vai adiar [a conclusão da análise], mas nossa intenção é vencer”, afirmou o líder do governo na Casa, Major Vitor Hugo (PSL).

    Durante a votação de um destaque da oposição, a sessão chegou a ser temporariamente suspensa após confusão com familiares de militares.

    O objetivo da emenda era aumentar a remuneração de militares de patentes baixas e praças, categorias que exigem menor grau de instrução.

    Ex-líder do PSL na Câmara, o Delegado Waldir chegou a discursar contra o presidente Jair Bolsonaro.

    “Esses soldados que estão aqui, praças, sargentos, cabos são a base [eleitoral] do presidente da República. Não sei como ele vai conseguir entrar nesses quarteis depois dessa ação. Sou favorável ao benefício aos oficiais [que já foram contemplados na proposta], mas vão tirar o pão dessas crianças”, afirmou.

    Com a derrota da proposta, muitos dos presentes passaram a atacar Bolsonaro e chamá-lo de traidor.