Sobre abacaxi, pepino e laranja: bons frutos que viraram maldição?

    São metáforas, segundo os nossos linguistas

    A pergunta aí, instigante, ressalte-se, nos foi feita pelo leitor Jean Ventura Silva, lá de Feira de Santana. E a resposta precisa não há, pelo menos no caso da laranja.

    São metáforas, segundo os nossos linguistas.

    Na real, são metáforas. Segundo os nossos linguistas, nos casos do abacaxi e do pepino, para explicitar problemas. Tipo: ‘estou com um abacaxi’ ou ‘com um pepino’.

    O abacaxi, na real fruto bastante saboroso, é por ser difícil de descascar. O pepino, um legume classificado como fruto pela botânica, muito usado em saladas, é por ser difícil de digerir. E a laranja: é aí que a injustiça se configura com mais força.

    A laranja emerge na cena como sinônimo de testa de ferro, alguém que empresta o nome para guardar dinheiro de origem ilícita, geralmente da corrupção, ocultando o verdadeiro dono. Expressão muito usada no jargão policial, popularizada com a Lava Jato.

    E de onde saiu isso, se a laranja é fruta fartamente usada e apreciada?

    Ninguém sabe. A versão, se não a mais aceita, a mais suspeita é a de que nos países em que as bebidas alcoólicas são proibidas, como o Irã, alguns injetavam uísque nas laranjas para driblar os fiscais do governo.

    Se é injusto associar a laranja ao crime, mais injusto ainda é dizer que laranja, nas atividades criminosas, é coisa só de mulheres. Na vida real e no crime, ela é unissex.