Sondada para Ministério da Saúde, Ludhmila Hajjar diz ter sofrido ameaça de morte

    Cardiologista negou convite para assumir a pasta

    A cardiologista Ludhmila Hajjar - Reprodução/CNN

    A cardiologista Ludhmila Hajjar disse ter sofrido ataques e ameças de morte após ter sido sondada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o Ministério da Saúde no lugar de Eduardo Pazuello.

    “Recebi ataques, ameaças de morte que duraram a noite, tentativas de invasão em hotel que eu estava, fui agredida, [enviaram] áudio e vídeo falsos com perfis, mas estou firme aqui e vou voltar para São Paulo para continuar minha missão, que é ser médica”, disse a médica em entrevista para a CNN nesta segunda.

    Após seu nome começar a ser especulado, foram divulgadas declarações críticas dela à condução da epidemia no país e um vídeo de uma live que fez com a ex-presidente Dilma Rousseff, além de um suposto áudio em que a médica teria se referido a Bolsonaro como “psicopata”. Ela nega a veracidade do áudio.

     

    Apos reunião neste domingo (14) que durou mais de três horas, Ludhmila e Bolsonaro se encontraram novamente pela manhã. Na ocasião, ela colocou um ponto final nas especulações ao negar o convite. A especialista alegou motivos técnicos para não assumir o comando da pasta.

    Outros nomes cotados para o cargo agora passam a ser os do cardiologista Marcelo Queiroga e o do deputado federal Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), o “Doutor Luizinho”.