Sputinik chegou tarde. Há pedras no caminho

    Se o foco é salvar vidas, vê-se que aí o núcleo da inteligência brasileira que cuida da pandemia vezes perde o foco

    O que houve com a Sputinik V? O Instituto Gamaleya, que a fabrica na Rússia, fazia antes uma vacina e agora faz outra ou é a mesma vacina?

    Ninguém questionou a banda científica da Sputinik. A Anvisa diz que não foram cumpridas todas exigências. Moral da história: até eles se entenderem. Morreu um bocado de gente. A vacina é a mesma.

    Se o foco é salvar vidas humanas, vê-se que aí o núcleo da inteligência brasileira que cuida da pandemia vezes perde o foco.

    A Anvisa diz que não dá para abrir de qualquer forma. Justo. Mas também é bom ficar atento que a Covid veio para ficar, e no rastro disso já há uma guerra de mercado. Mais de 250 laboratórios no mundo estão atrás da vacina, produzindo ou em processo.

    Burocracia e política à parte, ressalte-se que essa de escolher marca nas circunstâncias atuais fica meio fora de tom. Ficamos com a tese de que vacina boa é vacina no braço.