STF deve deixar revisão criminal de Bolsonaro para depois da eleição

    A decisão de não julgar o caso antes do fim do pleito foi informada pelo gabinete do ministro

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

    A análise do pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro para tentar reverter sua condenação no Supremo Tribunal Federal (STF) ficará para depois do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro. A decisão de não julgar o caso antes do fim do pleito foi informada pelo gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, relator da ação.

    O entendimento é de que a análise antes do encerramento da disputa eleitoral poderia interferir no processo. A revisão criminal ainda depende de um posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de ser levada ao plenário da Corte.

    Com a manifestação da PGR, a definição da data do julgamento ficará a cargo do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

    Defesa tenta derrubar condenação de 27 anos

    O recurso apresentado pelos advogados de Bolsonaro busca modificar a decisão da Primeira Turma que condenou o ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

    Nunes Marques foi escolhido para relatar a revisão criminal na Segunda Turma do Supremo. O colegiado também é composto pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

    Apesar de o relator integrar a Segunda Turma, a revisão criminal será analisada pelo plenário do STF, formado pelos integrantes das duas turmas e presidido por Fachin.