STF nega pedido de Frederick Wassef para encerrar investigação sobre venda de joias

    Advogado ligado ao clã Bolsonaro é investigado pelo desvio de objetos do acervo presidencial

    Foto: Pedro França / Agência Senado

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou o pedido feito pela defesa de Frederick Wassef para que fosse suspensa e encerrada a investigação contra o advogado ligado ao clã Bolsonaro sobre o desvio de objetos do acervo presidencial por Jair Bolsonaro (PL). 

    De acordo com a coluna Guilherme Amado, do Metrópoles, na decisão proferida nesta segunda-feira (7), Dino não chegou a analisar o mérito das alegações dos defensores de Wassef. 

    O magistrado negou seguimento ao habeas corpus, uma vez que, no entendimento do Supremo, é impedido que esse tipo de recurso seja aplicado contra decisão de integrantes da Corte. O caso das joias foi instaurado e é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. 

    Wassef foi indiciado pela Polícia Federal em julho por ter recomprado nos Estados Unidos um relógio Rolex que havia sido dado de presente a Bolsonaro pelo governo da Arábia Saudita.

    No pedido de habeas corpus no Supremo, os advogados de Wassef alegaram que o alegaram que o indiciamento dele pela PF se baseou em uma resolução do Tribunal de Contas da União (TCU) de 2016, alterada pela própria Corte de contas em agosto.