STF volta a julgar Carla Zambelli por perseguição armada 

    Ministros do Supremo Tribunal Federal tem até a próxima sexta (22) para votar

    Foto: Reprodução/Youtube

    O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta sexta-feira (15), o julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL) por porte ilegal de arma. Ela é acusada de perseguição armada contra o jornalista Luan Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo.

    Os ministros têm até o dia 22 para depositar seus votos em plenário virtual. O relator do caso é o ministro Gilmar Mendes, que votou pela condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão. Carmen Lúcia, Alexandre de Moraes e Flávio Dino seguiram o voto do relator.

    Os ministros que votarão nos próximos dias são Kassio Nunes Marques, Luiz Fux, André Mendonça, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso.

    Segundo a denúncia, Zambelli abusou do direito de uso de arma. Embora a deputada tivesse o porte regularizado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) considerou que ela sacou a pistola “fora dos limites da autorização de defesa pessoal” ao perseguir o jornalista.

    Ela nega ter cometido os crimes. Para a defesa da deputada, o uso da arma naquela situação não se qualifica como porte ilegal e que ela teve uma reação legítima às provocações do jornalista. Caso seja considerada culpada nesse processo, a pena se acumula à sua condenação.

    Zambelli foi condenada pelo Supremo a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e teve seu mandato cassado. Ela está presa na Itália desde 29 de julho. Segundo seu advogado Fábio Pagnozzi, ela está em greve de fome.