Suplente de Isidório, Anderson Muniz não sabe se receberá salário

    Ele deverá assumir posto a uma semana do fim da legislatura para demonstrar que está "à disposição"

    Foto: Arquivo Pessoal/ Facebook

    O suplente Anderson Muniz (PTC) deve assumirá o mandato do Pastor Sargento Isidório (Avante) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), a uma semana para o fim da legislatura, que termina na próxima quinta-feira (31).

    Ele ainda não tem conhecimento se receberá a remuneração de deputado estadual.  “Não sei. Sinceramente, não sei”, disse ao bahia.ba, nesta quinta-feira (24).

    Um deputado estadual na Bahia ganha R$ 25.322,25 mensalmente, a título de remuneração. Caso ele recebesse o valor proporcional, poderia ser em torno de R$ 6 mil, por uma semana.

    Anderson também afirmou que não tem conhecimento se será possível nomear assessores.”Também não sei. Devo saber isso hoje ou no máximo amanhã”, declarou.

    “Eu estou só esperando para saber qual o procedimento a fazer. Vou à Assembleia para saber como posso assumir, mesmo nesses últimos dias que faltam”, afirmou.

    Anderson Muniz é agente da polícia federal e tentou se eleger novamente como parlamentar em 2018, desta vez como deputado federal, e ficou com o posto de terceiro suplente.

    Ele afirma que pretende garantir a cadeira na Alba, ainda que no curto período, de maneira simbólica, para agradecer aos 30.510 votos da eleição de 2014. “Justamente. Para demonstrar que, toda vez que for necessário, estarei à disposição”, justificou.

    Exonerações
    Foram exonerados 26 secretários parlamentares do gabinete de Isidório na Assembleia, além de outros 16 secretários parlamentares lotados na vice-liderança da maioria. Os salários somam 186 mil.

    O deputado federal eleito explicou que renunciou ao mandato para buscar promoção por antiguidade do cargo de sargento. “Sou sargento há mais de 30 anos, não quero me aposentar como deputado, eu estou deputado, quero me aposentar como policial, porque sou policial. Eu fiz cursos, quero receber minhas promoções, o ex-governador César Borges não me deu os direitos”, disse ao bahia.ba.