Suspeito de ataque a Moraes já teve vice petista e recebeu apoio de Lula em campanha de 2004

    Mantovani disputou a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste (SP) pelo PL, na chapa de Luis Vanderlei Larguesa, que hoje é presidente do PT no município

    Foto: Reprodução

    Suspeito de hostilizar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na Itália, no último fim de semana, o empresário Roberto Mantovani Filho já disputou a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste (SP) pelo PL, tendo como vice um petista e o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação é da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

    Hoje tido como conservador e antipetista, Mantovani disputou o cargo eletivo em 2004, no primeiro mandato de Lula, tendo como companheiro de chapa Luis Vanderlei Larguesa (PT). Segundo a coluna, um dos santinhos da campanha mostra o empresário ao lado do chefe do Executivo, que apoiou a candidatura. “Com Mantovani, o presidente Lula apoia Santa Barbara”, dizia a propaganda.

    A publicidade dizia ainda que “eleger um prefeito cuja coligação está em perfeita sintonia com o governo federal”, em referência à parceria entre PT e PL em Brasília e em Santa Bárbara d’Oeste. “Com Mantovani prefeito, nossas reivindicações serão ouvidas em Brasília e os investimentos federais nas mais diversas áreas, principalmente a social, serão priorizados em nossa cidade”, diz outro trecho. Outro sandinho obtido pela coluna mostra ainda caricaturas de Lula e Mantovani de mãos dadas.

    Ex-candidato a vice do empresário em 2004 e hoje presidente do PT no município, Larguesa contou que teve uma conversa amistosa com Mantovani antes do episódio envolvendo Alexandre de Moraes. “Ele me apresentou [a quem estava com ele]. A única coisa é que ele fez uma observação: ‘olha, esse aqui é um grande político, amigo meu, tal: o único defeito dele é ser do PT’. Fez essa observação como muita gente faz, mas num tom descontraído”, lembrou o petista.

    Luis Vanderlei Larguesa, que classifica o antigo aliado como “conservador” e eleitor de Jair Bolsonaro (PL em 2022, disse ter ficado surpresa com o incidente no aeroporto de Roma, na Itália. “Mas conheço um monte de gente que votou no Bolsonaro e que não tem perfil radical”, pontuou. Hoje filiado ao PSD, o empresário pode ser expulso pelo partido após o episódio envolvendo Alexandre de Moraes.