Frase da vez
“Você sabe que vai ser sempre assim. Que essa queda não é a última.”
Caio Fernando Abreu, escritor gaúcho (1946-1996)

Dá-se como certo em Brasília que o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara do processo em que Michel Temer é acusado de corrupção, dará parecer pela aceitação da denúncia.
Daí, o parecer é votado na CCJ, mas seja qual for o resultado, irá a plenário, quando Temer precisa de um terço, ou 173 votos, para ficar. A questão: ainda que consiga, conseguirá governar perdendo aliados todos os dias?
Semana passada Michel Temer parecia ter ganhado um alento com a liberação de Aécio Neves e a soltura de Rocha Loures. Segunda, recebeu a prisão de Geddel, e atordoou.
Avalia-se que Temer perdeu a governabilidade. É uma pancada atrás da outra. E vêm aí as delações do doleiro Lúcio Funaro, operador de Eduardo Cunha, e do próprio Cunha, o xeque-mate.
Não é à toa que Rodrigo Maia (DEM-RJ) evitou assumir a presidência agora. Correu para o Uruguai.
No fim de semana Temer procurou o ex-presidente Fernando Henrique, que condicionou o encontro a avaliar a agenda, já que tem viagem marcada para a Alemanha amanhã.
Ora, FHC defende publicamente que Temer renuncie. Isso quer dizer que o presidente tenta se agarrar até com que acha que ele não tem mais jeito.
Na Bahia
No link baiano da questão veja no que dá: Temer, com apoio de ACM Neto e cia., vibrou com a derrubada de Dilma. Saiu pela culatra. De quebra, esbagaçou o senador Aécio Neves, vestal da oposição.
Rui Costa, que chorou a queda de Dilma, gosta de ver Temer esborrachar-se.
Se Temer cair, sobe Rodrigo Maia, amigo de Neto. Em tese, uma vantagem.
Mas alvo de dois inquéritos na Lava Jato, Maia é apenas cogitado, mas também já começou a ser bombardeado. Vai aguentar?

