Temer leva embaixadores a rodízio de carne importada

    Logo após a publicação de matéria de jornal e nota do Planalto, que pagou o jantar, a churrascaria voltou atrás na informação de que carnes seriam importadas

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    A tentativa do presidente Michel Temer (PMDB) em tentar minimizar os efeitos negativos da Operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal, saiu pela culatra. Antes de um jantar financiado pelo Planalto para uma comitiva de 80 ministros, embaixadores e representantes de 27 países, um jornalista do Estadão ligou para a churrascaria e ficou sabendo que o estabelecimento não trabalha com carnes brasileiras.

    Em duas ligações da reportagem, o gerente do estabelecimento garantiu que o restaurante “só trabalha com corte europeu, australiano e uruguaio”. Ainda conforme a apuração, apenas as carnes suínas e de frango servidas no local, que cobra R$ 119 por pessoa no rodízio,  eram nacionais.

    Logo após a publicação da matéria no portal do Estado neste domingo (19), o Palácio do Planalto distribuiu nota à imprensa em que diz que “todas carnes servidas, neste domingo, ao presidente e aos embaixadores convidados para jantar na churrascaria Steak Bull foram de origem brasileira”.

    Nova versão- Após a resposta do Planalto, outro gerente da churrascaria ligou para a reportagem para dizer que o restaurante também trabalha com carne bovina brasileira das marcas Minerva, Marfrig e JBS, investigada pela Operação Carne Fraca.  Conforme ele, apenas a picanha servida é australiana. Apesar disso, afirmou que, excepcionalmente, a picanha servida a Temer, neste domingo, era nacional, da marca Minerva. O gerente não soube explicar o porquê de vários funcionários terem dito à reportagem mais cedo que todas as carnes bovinas eram importadas.