Temer salvou a pele, mas o Brasil se complicou. A conta vem para nós

    Ele passou os últimos três meses sem governar, apenas gastando energia para salvar a pele

    Frase da vez

    “Uma nação em crise não precisa de plano. Precisa de homens.”
    Eugênio Gudin, economista e ex-ministro da Fazenda (1886-1996).

    Foto: Beto Barata/PR
    Foto: Beto Barata/PR

     

    Michel Temer se livrou de responder processo por corrupção, mas agora é hora de pagar a conta, e quem paga somos nós.

    Ele passou os últimos três meses sem governar, apenas gastando energia para salvar a pele. No pós-votação na Câmara o cenário é muito ruim. Veja:

    1 – Já aumentou o imposto dos combustíveis e ensaiou aumentar o IR. Não colou. Tenta buscar saídas para não aumentar um rombo nas contas públicas previsto de R$ 139 bilhões, o maior da história.

    2 – Refazer a meta fiscal significa aumentara dívida pública, que já era de R$ 2,79 trilhões em 2015, passou para R$ 3,11 trilhões em 2016, já nos 70% do PIB, o que também equivale a pagar juros mais altos.

    3 – Tenta emplacar a reforma da Previdência como forma de amenizar o rombo. Os aliados deles dizem que não há voto suficiente, dois terços da Câmara (304).

    Mais ainda: no próximo ano tem eleição e se o destino de Temer, após deixar o mandato, é enfrentar um turbilhão de processos para se livrar da cadeia, o dos aliados é tentar salvar a pele passando pelo crivo do voto.

    Brasília fervilha. Os baianos lá, dos dois lados, dizem que o futuro é uma incógnita.