Téo Senna comenta dados de violência armada em Salvador: ‘Inaceitável’

    Vereador afirmou que os números mostram uma cidade que não pode se acostumar com a violência

    Foto: Jorge Jesus/bahia.ba

    O vereador Téo Senna comentou, nesta sexta-feira (27), os números divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado, que mostram o registro de tiroteios em 149 bairros de Salvador ao longo de 2025. Para o parlamentar, os dados revelam que a violência armada alcançou praticamente toda a capital baiana.

    “Quando 149 de 171 bairros são atingidos, isso significa que quase toda a cidade foi alcançada pela violência armada. Estamos falando de 87% do território. De cada dez bairros, apenas um não ouviu disparos ao longo do ano. Isso é inaceitável. Isso é o descontrole de 20 anos do PT na Bahia”, criticou.

    O levantamento também aponta que, em um ano, foram contabilizados 1.104 registros de tiros, o que representa uma média superior a três ocorrências por dia. Para o vereador, o número traduz uma realidade de insegurança constante espalhada por toda a cidade. “É como se, todos os dias, Salvador tivesse pelo menos três episódios de tiros espalhados pelos seus bairros. Nenhuma capital pode considerar isso normal. É uma rotina de medo que atinge trabalhadores, estudantes, comerciantes e famílias inteiras”, disse.

    Outro dado destacado no estudo é que 662 ocorrências envolveram a atuação de forças de segurança. Na avaliação de Senna, isso evidencia que o confronto armado tem sido recorrente nas ações policiais. “Mais da metade dos tiroteios tiveram participação de forças policiais. Isso demonstra que o confronto armado virou método recorrente. O morador fica no meio do fogo cruzado, sem saber se está mais ameaçado pelo crime ou pela troca de tiros”, declarou.

    Ao final, o vereador afirmou que os números mostram uma cidade que não pode se acostumar com a violência. “Apenas 22 bairros ficaram fora das estatísticas. Isso representa pouco mais de 12% da cidade. É como se Salvador inteira estivesse sob tensão permanente. Segurança pública precisa ser prioridade absoluta, com inteligência, prevenção e presença efetiva do Estado. E isso, infelizmente, não estamos vendo pela falta de gestão do governo do estado”, concluiu.