O teste positivo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o coronavírus repercutiu também na imprensa internacional. A grande mídia dos Estados Unidos, Europa e Ásia comentou o assunto, nesta terça-feira (7).
O jornal estadounidense New York Times, que já destacava o risco do presidente estar contaminado, seguindo as informações da CNN Brasil, leva ao título ” Presidente do Brasil testa para coronavírus” e no subtítulo escreveu “O presidente revelou que tem Covid-19, depois de meses negando a gravidade da pandemia. Mais de 65 mil brasileiros já morreram”.
O tradicional jornal do Estados Unidos, Washington Post, publicou a submanchete “Presidente do Brasil, que era cético em relação ao vírus, dá positivo”.
Na Europa, o alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung destacou, “Bolsonaro confirma sua infecção por coronavírus”. Na mesma linha, o jornal ainda escreveu: “Ele sempre minimizou o vírus e apontou o uso de máscaras como absurdo”. Já no subtítulo, o jornal disse “O vírus chamado Bozid-17”, se referindo a Bolsonaro.
O também alemão Süddeutsche Zeitung levou manchete que o presidente “subestimou repetidamente o vírus como ‘gripezinha’ e o Brasil se tornou um foco da pandemia”.
O italiano Corriere della Sera noticiou o fato com o subtítulo “Sua frase chocante: Lamento pelas vítimas da pandemia, mas todos iremos morrer”. O tradicional espanhol El País deu maior destaque e publicou que ele “afirma que está se tratando com hidroxicloroquina”.
Na Inglaterra, o The Guardian deu a notícia descrevendo como “presidente de extrema direita que trivalizou repetidamente a pandemia”. O tablóide frânces Le Monde dá a submanchete simples.
Já entre os jornais financeiros, o Wall Street Journal dá a notícia em destaque e acrescenta que Bolsonaro é “um dos mais proeminentes líderes no mundo a minimizar a pandemia”. O Financial Times traz o título “líder de extrema direita relata temperatura alta, mas diz que está de bom humor”.
Na Ásia, os chineses Global Times, ligado ao Partido Comunista, e South China Morning Post, do grupo Alibaba, e o indiano Jagran noticiaram em suas páginas iniciais, com agências.
No país vizinho, o La Nación, da Argentina, assim como o Clarín, deram como manchete que Bolsonaro estaria tomando “cloroquina, o remédio controverso que, sem provas científicas, defendeu várias vezes”.

