Titular da Sepromi diz governo estuda criação de primeira delegacia de combate ao racismo

    Ângela Guimarães afirmou que está ‘em tratativas’ com a Secretaria de Segurança Pública para a criação da delegacia

    Foto: Gabriela Araújo / bahia.ba

    Na semana em que se celebra o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, ocorrido no 21 de março, a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), ngela Guimarães, destacou as ações já implementadas pela pasta e revelou que o governo da Bahia estuda a criação da primeira delegacia de combate ao racismo e à intolerância religiosa.

    “Nós temos um equipamento público, que é o Centro de Referência Nelson Mandela de Combate ao Racismo e a Intolerância Religiosa, com uma equipe multidisciplinar, compreendendo advogadas, psicólogas e assistentes sociais, que recebem essas denúncias, dão encaminhamento ao devido processo legal, e também fazem essa assistência psicossocial e jurídica, às pessoas vítimas da violência da intolerância e do racismo religioso”, disse a secretária ao bahia.ba, nesta quinta-feira (23), durante entrega das obras de requalificação do Centro Olímpico de Natação, em Salvador.

    “Além disso, nós estamos em tratativas com a Secretaria de Segurança Pública para o fortalecimento da Coercid [Coordenação Especializada de Repressão aos Crimes de Intolerância e Discriminação], que é a coordenação no âmbito da segurança pública das delegacias territoriais, pro atendimento às pessoas vitimas de racismo e de intolerância religiosa e também trabalhando pela criação da primeira delegacia de combate ao racismo e aos crimes de intolerância no estado”, informou Ângela Guimarães.

    Na ocasião, a titular da Sepromi afirmou que esta agenda tem sido muito presente no governo do estado e criticou as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL). “Infelizmente, esse ambiente de ódio e de fascismo que a gente vem vivendo nos últimos seis anos intensificou e agravou os casos da violência do racismo e da intolerância religiosa contra os povos de terreiro, contra as religiões de matriz africana”, pontuou a secretária, que defendeu ainda o investimento em comunicação, para disseminar os direitos da população negra e a recente equiparação do crime de injúria racial ao racismo, cujas penas são mais duras.