‘Todas as pessoas têm direito à defesa’, disse deputado sobre Flávio Bolsonaro

    Márcio Marinho disse que “a gente não é órgão fiscalizador” para julgar

    Foto: Luana Neiva/bahia.ba

    O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos) afirmou nesta quinta-feira (14) que é preciso cautela na análise das informações divulgadas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração ocorreu após a repercussão das conversas divulgadas entre os dois, relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Durante entrevista ao bahia.ba, o parlamentar ressaltou que a Câmara dos Deputados não possui função de investigação ou julgamento e defendeu que os fatos sejam analisados pelos órgãos competentes. “É importante nós termos muito cuidado com as coisas que aparecem, as informações, com as gravações, até porque nós, enquanto deputado e Câmara Federal, não somos órgão de justiça”, declarou Márcio Marinho.

    O deputado também comentou sobre o avanço da inteligência artificial e o impacto da tecnologia na circulação de conteúdos falsos. Segundo ele, a sociedade precisa agir com responsabilidade diante das informações divulgadas publicamente. “O que a gente pede é que a justiça apure os fatos, que a justiça analise essas informações, que hoje, com esse negócio de inteligência artificial, um monte de coisas aparecem, não estou dizendo que seja o caso, mas nós temos que dar direito à defesa”, afirmou.

    Márcio Marinho defendeu ainda que Flávio Bolsonaro tenha espaço para apresentar esclarecimentos públicos sobre o caso. “Penso que todas as pessoas têm direito à defesa e ao contraditório, então assim como qualquer pessoa, o que a gente não é órgão fiscalizador, a gente não é órgão de justiça para estar condenando as pessoas”, disse o deputado. Ele concluiu afirmando que cabe à polícia investigar, enquanto a Justiça deve analisar os fatos e definir eventuais responsabilidades.