‘Usa o ódio como prática política’, diz Jerônimo após deputado pedir morte de Lula

    Governador saiu em defesa do presidente e afirmou que discurso da oposição "não surpreende vindo de quem defende o indefensável"

    Foto: Reprodução/X @jeronimoba13

    O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (9), após o deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) pedir a morte do mandatário.

    Em seu discurso, durante sessão na Câmara, o parlamentar declarou que quer que o petista “vá para o quinto dos inferno”. “Quero mais é que ele [Lula] morra mesmo e que os seguranças dele andem desarmados. É um direito meu”, afirmou Gilvan.

    Ao rebater as declarações do deputado, Jerônimo afirmou que ele “usa o ódio como prática política”. “Não surpreende vindo de quem defende o indefensável e pede anistia pra golpista”, escreveu o governador em suas redes sociais.

    “Enquanto a gente trabalha e apoia o presidente pra que ele cuide do Brasil e do nosso povo, tem deputado desejando a morte de quem dedica a vida a governar. Um parlamentar pedir a morte do presidente da República durante uma sessão oficial da Câmara não é opinião. É inadmissível”, acrescentou o petista.

    Diante do episódio, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de investigação contra Gilvan da Federal. Jerônimo apoiou a decisão.

    “Essa não é a primeira vez que ele usa o mandato pra ofender, agredir e ameaçar. Eu não vou ver esse tipo de coisa e ficar em silêncio. A vida do presidente merece respeito e a democracia é soberana”, concluiu o governador da Bahia.

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