Vereador do PSDB diz que governador age com parcialidade em liberação de eventos

    “Pode 35 mil pessoas em um estádio de futebol, mas não pode nem quatro mil pessoas em outros eventos. Qual é a diferença?", diz Daniel Alves

    Foto: Ascom/ PSDB

    O vereador de Salvador Daniel Alves (PSDB) sugeriu nesta quarta-feira (17) que o governador da Bahia, Rui Costa, é parcial ao liberar mais de 35 mil torcedores no estádio e não liberar outros eventos.

    “Pode 35 mil pessoas em um estádio de futebol, mas não pode nem quatro mil pessoas em outros eventos. Qual é a diferença? A diferença é que se não tiver torcida na Arena Fonte Nova, a concessionária e o governo têm prejuízo. É preciso pensar em todos”, criticou o vereador.

    Alves se refere ao contrato de parceria público-privada (PPP) entre o Governo da Bahia e a concessionária que administra a Arena Fonte Nova. O governo precisa pagar R$ 256,89 milhões a cada ano à empresa.

    Há uma cláusula do contrato de Parceria Público-Privada, que prevê que, “caso o resultado operacional não seja igual ao previsto no ‘caso base’ descrito no edital de concessão, o prejuízo é dividido entre o estado, a operação e os clubes”.

    Para o vereador, assim como há parcialidade na liberação de eventos, há má vontade do governador no planejamento do Carnaval, já que a realização da festa não tem nenhum impacto na receita estadual.

    “Pior que planejar e ter que cancelar é não planejar e fazer de qualquer jeito. Precisamos organizar para fazer a festa mais segura e tranquila para o folião”, completou.