Vereador quer ampliar acesso a canetas emagrecedoras em Salvador

    A proposta prevê implementação gradual, com análise de impacto financeiro e respeito às diretrizes do SUS

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    O vereador Marcelo Guimarães Neto propôs à Prefeitura de Salvador a ampliação do acesso a medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” para pessoas em situação de vulnerabilidade social. A medida busca enfrentar o avanço de doenças crônicas como obesidade e diabetes, que pressionam o sistema público de saúde.

    A indicação sugere a adoção de ações administrativas e parcerias institucionais para viabilizar o acesso a esses tratamentos modernos, hoje restritos principalmente à população de maior renda.

    “Estamos falando de doenças que impactam diretamente a qualidade de vida da população e sobrecarregam o sistema de saúde. É fundamental que o poder público busque alternativas para garantir acesso mais justo e igualitário aos tratamentos”, afirmou Marcelo Guimarães Neto.

    O texto destaca que a saúde é um direito garantido pela Constituição e defende a atuação complementar do município, com apoio dos governos estadual e federal, para ampliar o acesso a terapias inovadoras.

    “A adesão a programas já existentes e a pactuação com o Ministério da Saúde são caminhos viáveis para que Salvador avance na oferta desses medicamentos, sem comprometer o equilíbrio fiscal”, pontuou.

    A proposta prevê implementação gradual, com análise de impacto financeiro e respeito às diretrizes do SUS. A prioridade seria para pacientes com diabetes e pessoas com obesidade associada a alto risco cardiovascular, mediante avaliação médica.

    “Não se trata de uso indiscriminado. Defendemos uma política responsável, com critérios técnicos bem definidos, acompanhamento multiprofissional e foco em quem mais precisa”, explicou.

    O vereador também reforçou a importância da atenção básica no controle dessas doenças e na prevenção de complicações.

    “Precisamos investir na prevenção, no acompanhamento contínuo e no uso racional dos medicamentos. Essa é a forma mais eficiente de reduzir complicações futuras e evitar custos ainda maiores para o sistema de saúde”, concluiu.