A vereadora de Salvador, Débora Santana (PDT), estendeu o seu pedido de licença por mais 13 dias após a prisão do seu filho, Cleydson Cardoso Costa Filho, por atropelar um maratonista, na Avenida Octávio Mangabeira, no bairro da Pituba.
Inicialmente, a pedetista havia sinalizado ao presidente da Câmara de Vereadores, Carlos Muniz (PSDB), que se afastaria das atividades durante dois dias. Nesta terça-feira, 19, contudo, o Legislativo formalizou o pedido com a concessão de 15 dias para a edil.
O pedido de licença da vereadora é respaldado pelo Regimento Interno da Casa, que autoriza ausência de um parlamentar, para tratar de de interesse particular.
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Em coletiva de imprensa, Muniz mencionou rapidamente a questão familiar da colega de Parlamento.
“Acho que pelo problema pessoal que ela está passando é natural, todos nós temos filhos, nós sabemos os problemas também dos pais da pessoa que sofreu com o acidente. Mas, ela como mãe, ela também vem sofrendo, e é algo natural”, disse o tucano na segunda, 18.
Prisão do filho da vereadora
A Justiça converteu a prisão em flagrante de Cleydson Cardoso Costa Filho, filho da vereadora Débora Santana (PDT), em preventiva neste domingo, 17, um dia após o atropelamento do maratonista Emerson Silva Pinheiro, de 29 anos, no bairro da Pituba, em Salvador.
A decisão foi determinada pelo juiz Marcus Vinicius da Costa Paiva, conforme mostra o documento que o bahia.ba teve acesso nesta noite. Na determinação, o magistrado cita três infrações de trânsito que constam no nome do jovem, além da própria ocorrência, que resultou no amputamento de uma das pernas do atleta.
“A liberdade do custodiado, neste contexto, colocaria em risco a segurança da coletividade, pois sua conduta revela uma personalidade indiferente às normas mais básicas de convivência social e de trânsito”, diz um trecho da determinação.
O atleta está internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em estado grave, e corre risco de perder o outro membro inferior devido ao impacto do acidente. O maratonista também apresentou fraturas fechadas de fêmur e platô tibial.
O que diz a defesa?
O jovem, de 26 anos, é representado por dois advogados: Danilo de Almeida Oliveira e Gutemberg Pereira da Silva. À Justiça, os legistas alegaram que Cleydson Cardoso “necessita de tratamento médico psiquiátrico”, o que foi refutado pelo juiz.
“A mera alegação por si só, não constitui fundamento para a concessão da liberdade provisória, uma vez que é dever do Estado fornecer a devida assistência médica no estabelecimento prisional”, diz outro trecho do documento.

