Publicado em 20/07/2026 às 19h20.

Vereadora diz que obra de escola para crianças autistas segue paralisada

Aladilce rebateu as declarações do prefeito Bruno Reis ao dizer que as obras estavam "a todo vapor"

Redação
Foto: Assessoria

 

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) voltou, na manhã desta segunda-feira (20), ao canteiro de obras da Escola Municipal do Curralinho, no bairro do STIEP, em Salvador, e afirmou que a construção permanece praticamente paralisada, apesar de o prefeito Bruno Reis (União Brasil) ter declarado, na última sexta-feira (17), que os serviços estariam sendo executados “a todo vapor”.

Segundo a parlamentar, ao chegar ao local encontrou apenas “dois ou três trabalhadores” realizando atividades de manutenção e disse que foi impedida de entrar no canteiro para exercer a fiscalização do Executivo municipal.

“Prefeito, a realidade desmente seu discurso. Não tem obra nenhuma retomada aqui, como podemos ver pelas frestas do tapume”, afirmou Aladilce, enquanto assessores registravam imagens da área.

Cobrança por conclusão da escola

Integrante da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador, Aladilce afirmou que a demora na conclusão da unidade afeta diretamente crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias.

De acordo com a vereadora, a escola para crianças autistas deveria ter sido entregue em 2023, mas segue sem conclusão.

“A escola deveria ter sido entregue em 2023 e até hoje está desse jeito, inacabada e com as obras paralisadas. Diversas mães de crianças autistas estão há muito tempo aguardando por esse equipamento, que será fundamental para o acolhimento e a formação de seus filhos”, declarou.

A unidade recebeu investimento de R$ 12,5 milhões. Após a rescisão do contrato com a empresa Nordeste Engenharia, a Prefeitura voltou a contratar a mesma construtora, desta vez com um aditivo superior a R$ 6 milhões para concluir a obra.

Manutenção do contrato

A vereadora também questionou a decisão da administração municipal de manter a empresa responsável pela execução do empreendimenti

“O prefeito precisa explicar essa matemática e essa forma de gerir os recursos públicos, premiando com um novo contrato a mesma construtora que negligenciou com a escola destinada às crianças com autismo”, disse.

Segundo Aladilce, o canteiro permanece cercado por tapumes, incluindo os acessos destinados à entrada de caminhões e materiais de construção. Ela afirmou ainda que os poucos trabalhadores encontrados no local informaram que realizavam apenas serviços de limpeza e conservação.

Ao final da visita, a parlamentar voltou a cobrar a retomada efetiva das obras da escola para crianças autistas.

“Prefeito, a cidade não precisa de promessas vazias diante das câmeras, precisa de trabalho concluído no canteiro de obras. Cumpra a sua palavra e retome essa construção de verdade. A educação das nossas crianças não pode esperar”, concluiu.

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